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Move-se no campo das artes como criadora, produtora e professora, de modo transdisciplinar, com ênfase na performance, no teatro e na poesia, propondo práticas que consubstancializam arte, ecologia e práticas ancestrais de cuidado em saúde.

É doutoranda e mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, tecendo sua pesquisa na encruzilhada entre academia, natureza e experiências com comunidades rurais.

Lecionou como professora temporária da Escola de Teatro da mesma universidade nos anos de 2018 e 2019, com foco especial nas práticas e pesquisas vocais. Assumiu as experiências relacionadas à voz como ponto disparador de muitos de seus processos criativos e pedagógicos, em conexão com os sentidos emanados por uma poética da água.

Suas experimentações sobre corpo, naturezas, política, saúde e ancestralidade tem se aprofundado na direção de perspectivas criativas pós-extrativistas.através da vivência na comunidade xamânica Terra Mirim, onde nasceu o Poéticas de Residência, projeto de sua autoria realizado em parceria com Isa Maga e residentes da Mirim, além dos fotógrafos Bruno Ataíde e Gabriela Gomes. O Poéticas de Resistência foi selecionado para a exposição virtual “Curando”, com curadoria de Alexandra Rodríguez (Culturalex), organizada e apoiada pelo Goethe-Institut Salvador-Bahia no Brasil e pelo Conseil des Arts et des Lettres du Québec (CALQ) no Canadá e que fica disponível entre 3 de dezembro 2020 ao 15 de novembro de 2021.

Atua, desde meados de 2020, como coordenadora do núcleo artístico na equipe do projeto transdisciplinar ECLIPSE, projeto multicêntrico, de base comunitária, com foco em leishmaniose cutânea (LC). O projeto é conduzido pela Keele University em parceria com a Universidade Federal da Bahia/UFBA (FASA/ISC e SIM/Hupes). O ECLIPSE conecta ações também na Ethiopia, através da Mekelle Universit e em Sri Lanka, através da Rajarata University of Sri Lanka.

Coordena o território de articulações artísticas intitulado Gameleira Artes Integradas (http://gameleiraintegra.wixsite.com/gameleira), onde acontece a concepção e produção de trabalhos como o “TRISTES, LOUCAS E MÁS: Festival de Mulheres em Cena”, que teve sua primeira edição em 2017, em Salvador, e a “oficina-ação LAVAGEM”, projeto criativo-formativo que, entre as seis edições já realizadas, reuniu cerca de 200 mulheres numa performance urbana e mais quase uma centena de mulheres que participaram da versão virtual realizada em fevereiro de 2021, no contexto da pandemia do corona vírus. A Gameleira atualmente caminha pra se estabelecer também num espaço físico composto como território de residência artística.

Assina a criação e direção, além de performar, dos/nos espetáculos “Nua”, em parceria com Nirlyn Seijas (2019), “Loucas do Riacho” (2007)  e “Ofélia: sete saltos para se afogar” (2015), estes dois últimos fruto da pesquisada, iniciada em 2012, sobre “Ofélia”, personagem de Shakespeare, que suscitou uma série de esboços autorais reunidos sob o nome de Projeto Ofélia. “OFÉLIA: sete saltos para se afogar”, recebeu a indicação para o Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria “Revelação”, pela criação e atuação. O projeto também recebeu o prêmio de “melhor cena”, no “Festival Home Theatre 2014” (RJ), com o “Segundo Estudo para OFÉLIA BLUE”.

Tem cinco livros lançados – “"Maré Cavala", criado em parceria com Lucas Moreira e publicado pela editora Gris (2020), cuja criação literária foi apoiada com a BOLSA DE INCENTIVO À CRIAÇÃO LITERÁRIA – POESIA do PROAC, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e com a BOLSA DE FOMENTO À LITERATURA, da Biblioteca Nacional/MINC; “10 Pontes” (2011), “O que é uma casa?” (2012) e “12Lâminas” (2013), os três em parceria com Vânia Medeiros e a Conspire Edições – e “Sete saltos para se afogar” (2017), publicado numa parceria entre a editora Pipoca Press e o Festival de Ilustração e Literatura Expandido, além de ter poemas seus publicados nas coletâneas “Mulheres Poetas e Baianas” (2018), da Editora Caramurê, “Profundanças III”, publicação online fruto da parceria entre a escritora Daniela Galdino e a produtora Vôo Audiovisual, “Outras Carolinas – Mulherio Da Bahia” (2017), da Editora Penalux e da Revista Miolo, entre outras.

Experimenta o cruzamento entre literatura, performance e música através da performance-show Maré Cavala, criada em sintonia com o livro homônimo e em parceria com A banda Laia Gaiata e Rafaela Moreira e estreada junto com o lançamento do livro, em março de 2020 (dias antes do início da quarentena) e das performances lítero-musicais “Palavras Perdidas na Areia” (em parceria com Rafaela Moreira), estreada também poucos dias antes da quarentena, num convite do Instituto Cervantes da Bahia, e da performance Dobra (em parceria com André Oliveira).

Como atriz/performer, trabalhou também no espetáculo performático Strip Tempo, de Jorge Alencar (2019), no acontecimento cênico “História Sob Rocha” (2015), com direção de Daniel Guerra e nos espetáculos como Labirintos (que teve três indicações para o Prêmio Braskem de Teatro (2009) e Primeiro de Abril (2008), ambas com o Grupo Vila Vox, dirigidas por Patrick Campbell e Gordo Neto respectivamente, entre outros. Integrou, até 2012, o grupo Alvenaria de Teatro/BA, no qual foi atriz/criadora do espetáculo BAKXAI- sobre As Bacantes (com a indicação na categoria “Revelação” do Prêmio Braskem 2010), dos experimentos cênicos Outros Cães e Travessia, dos espetáculos-performances Fogueira e Butô de Bêbado Não tem Dono.

 

Fez cursos com mestres e professores como Tadashi Endo (Butoh Ma), Maria Mommelson (Laban), com grupos como Galpão, Vertigem, Lume, e em centros culturais como o Instituto Leimay, em Nova Iorque.

Ministrou ainda as oficinas “Corpo e voz: procedimentos para uma criação polissêmica e autoral”, dentro da programação do Festival Itinerante de Teatro Latino-americano Âmbar (FITLÂ_2015); “Como eu me criei”, para maiores de 60 anos, no Centro Cultural da Caixa (Salvador, 2012); “Expressividade do corpo micromuscular” (2012) e “Investigação de um rito pessoal”, (2011), ambas com o grupo Alvenaria de Teatro.

Raiça
Bomfim

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